Uma mulher foi condenada por recusar ter relações amorosas com o marido. O Tribunal de Versalhes ter culpou a mulher pelo divórcio referindo ser razão suficiente para tornar “intolerável a manutenção da vida em comum”. O tribunal defendeu que esta recusa comporta “uma violação grave e renovada dos deveres e obrigações do casamento”. 

Os juristas franceses acabam por estar divididos e a advogada Lilia Mhissen assumiu a defesa das mulheres e interpôs recurso para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (CEDH). Defende que “a ausência de relações íntimas após trinta anos de casamento não deve, por si só, ser um motivo que torna a vida a dois impossível”. Mhissen sublinha que o “casamento não pode ser escravidão sexual”.