Chama-se H3N2 e é a pior das epidemias da história, encontrando-se bem à nossa porta e com as autoridades a falar sobre a importância da vacina e este ano decidiram mesmo antecipar a campanha de vacinação.

Este vírus da gripe parece estar a ter repercussões devastadoras este ano.
Nos últimos meses, a mutação do vírus da gripe tem afetado a Austrália e está a causar sintomas muito graves, especialmente nas pessoas de risco. Com mais de 100.000 casos detetados num curto período de tempo, que deixaram as emergências numa situação caótica.
O surto da já denominada “gripe australiana”, já chegou aos Estados Unidos da América, afetando pequenos grupos de indivíduos de risco. Assim sendo, a contaminação do resto do mundo é inevitável, segundo o especialista em saúde pública Robert Dingwall.
Esta gripe poderá ser tão devastadora e mortal como a de Hong Kong, que matou mais de um milhão de pessoas em 1968.
Deste modo, as medidas de emergência a nível nacional devem ser revistas para que uma catástrofe global possa ser evitada.
As autoridades estão empenhadas, aconselhando toda a população a ser vacinada contra a gripe o mais rapidamente possível.
A vacinação é de extrema importância, uma vez que evita a propagação do vírus, e a vacina reduz em 40 a 60% a hipótese de ficar seriamente doente.
No nosso país, a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou uma orientação, no dia 26 de setembro, dirigida aos profissionais de saúde sobre a vacinação contra a gripe para a época 2017/2018, em que recomenda a vacinação dos chamados grupos-alvo prioritários.
Pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, doentes crónicos e imunodeprimidos a partir dos 6 meses de idade, grávidas, profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados, bem como pessoas com idade entre os 60 e 64 anos devem proceder à vacinação, como prevenção, uma vez que estão particularmente em risco.