O “Piiiiiiiiiiiii” que ouvimos no ouvido algumas vezes indica 2 coisas: aumento da pressão craniana ou a morte de um neurónio.

Por uma lado, a hipertensão intracraniana, inicialmente, causa dores de cabeça e vómitos. Mais tarde, a compressão do tronco cerebral, que contém os neurónios que nos mantêm acordados, causa sonolência progressiva até o estado de coma.

Em seguida, ocorrerá a morte, por compressão dos centros reguladores cardíaco e respiratório no bulbo (parte mais baixa do tronco cerebral).

Como se trata ou se controla a hipertensão intracraniana?
O primeiro passo é remover as lesões que estão a crescer dentro do crânio (tumores e coágulos), ou drenar os ventrículos se estiver ocorrendo a hidrocefalia (acúmulação de líquido dentro dos ventrículos).

Essas medidas resolvem boa parte dos casos. Lembramos, entretanto, que o cérebro reage de uma maneira extremamente monótona a todos os tipos de agressão: ele incha. Assim, mesmo depois de removermos os processos expansivos ou tratarmos os factores desencadeantes é comum o inchaço cerebral secundário elevar novamente a pressão intracraniana e causar as mesmas consequências.

Por outro lado, com a finalidade de conter a deterioração neuronal, há também estudos com remédios biológicos (feitos a partir de células humanas) para travar processos que levam à acumulação de substâncias capazes de matar células nervosas.

A ciência deu ainda outro passo para ampliar as possibilidades de regeneração de células nervosas. Em laboratório, o pesquisador Benedikt Berninger, da Universidade Johannes Gutenberg, na Alemanha, conseguiu converter em neurónios algumas células que são encontradas na barreira hemato-encefálica que protege o cérebro. “O nosso principal objectivo é um dia induzir a conversão dentro do próprio órgão e, assim, proporcionar uma nova estratégia para reparar danos ou doenças”, disse Berninger.

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Testes mostraram que os neurónios recém-convertidos produziram sinais eléctricos e se comunicaram com outros neurónios.